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No divã

No divã

Seg | 17.09.18

Como começar a meditar

 

A meditação tem inúmeros benefícios a nível físico, mental e espiritual, sendo os mesmos alvo de muitos estudos científicos, com resultados comprovados. E não é sobre estar sentado com as perninhas à chinês e as mãos sobre os joelhos, com o dedo polegar a tocar no dedo indicador. Também pode ser, se assim desejarem, mas podem simplesmente sentar-se numa cadeira ou no sofá.

Se estão a pensar começar a fazê-lo, deixo algumas dicas que resultaram comigo:

1. Procurem meditar numa hora do dia em que não haja distrações e em que não haja a possibilidade de serem incomodados. Na mesma linha de pensamento, coloquem o telemóvel em modo voo ou deixem-no fora da divisão onde estão a meditar, se for possível.

2. Sentem-se numa posição confortável... seja ela sentados de perninhas à chinês, no chão, numa cadeira, no sofá,... desde, claro, que o façam com uma postura correta (costas direitas!). Eu também medito deitada: pés ligeiramente afastados, costas completamente apoiadas no colchão, braços e mãos ligeiramente afastados do corpo.

3. Comecem com poucos minutos. Podem começar com meditações guiadas que podem encontrar no YouTube ou em aplicações de telemóvel desenhadas para o efeito. As meditações guiadas têm a vantagem de, como o nome indica, guiar a meditação, sendo mais fácil não se agarrarem aos pensamentos que, inevitavelmente, vêm à cabeça. Se não optarem por este método, como disse, comecem com poucos minutos (por exemplo, dois minutos... lembrem-se: a qualidade vale mais do que a quantidade) e reparem na vossa respiração. Inspirem pelo nariz e sintam o ar a entrar pelas nariz, imaginem-no a descer pela garganta e a chegar aos pulmões, reparem como o vosso peito se enche de ar e sustenham o ar durante uns segundos. Depois, enquanto expiram, visualizem o percurso inverso do ar.

4. É normal - e inevitável - que os pensamentos venham à cabeça. Não há qualquer problema! Como disse aqui, meditar não é sinónimo de não pensar em nada, mas sim sobre ver os pensamentos como algo exterior a nós, imaginá-los como nuvens (por exemplo...) e deixá-los fluir. Quando sentirem que já não estão focados na respiração e estão, em vez disso, a pensar no que vão comer ao jantar, voltem à respiração.

5. Consistência é A palavra. Não importa a quantidade de tempo. O importante é meditar um pouco todos os dias, ser consistente. 

 

Eu costumo meditar à noite. De manhã, custa-me acordar mais cedo para meditar e durante o dia nem sempre é fácil encontrar um momento em que não possa ser incomodada. Cada pessoa terá o seu timing perfeito, consoante as suas próprias circunstâncias.

Não vou mentir e dizer que medito todos os dias. Não o faço e talvez por isso não tenha tido a oportunidade de notar a maior parte dos benefícios que a meditação pode trazer para a vida de quem a pratica diariamente, mas posso-vos dizer que atualmente controlo muito melhor a minha respiração, permitindo-me, por exemplo, ter mais resistência quando vou nadar. Neste ponto, senti uma diferença enorme e as minhas idas à piscina, ainda que escassas (vou mudar isso... é um objetivo meu!) tornaram-se muito melhores, porque parar a cada 12,5 metros, porque a respiração estava completamente descoordenada e já tinha bebido 1,5 L de água, não era o que me fazia sentir bem. Também sinto que me ajuda particularmente em momentos em que me sinto mais ansiosa... é como se, ao moldar a minha respiração, ao abrandar conscientemente, consiga também abrandar os meus pensamentos e sentir-me mais calma.

Esta é a minha experiência com a meditação! E vocês? Meditam ou já tentaram? Estão a pensar começar a meditar? Contem-me as vossas experiências e partilhem outras dicas para quem pretende começar a dar os primeiros passos na meditação!