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No divã

No divã

Ter | 28.08.18

Coisas de adultos

Como disse aqui, tenho tido algumas dificuldades em planear a minha vida e mesmo a curto prazo não consigo vislumbrar os próximos passos. Não tendo nem sequer chegado a um quarto de século que, dizem, é uma data importante vejo-me dividida quanto a vários pontos.

Há muito que sinto falta de ter um espaço meu, onde possa ter as minhas próprias rotinas, a minha decoração, tudo ordenado como mais gosto e que, por isso e alguns outros pontos, penso em sair de casa dos meus pais. Contudo, se por um lado tenho uma voz na minha cabeça que diz “vai, está na hora!”, por outro tenho outra voz que me diz que ainda sou nova, que me devia estar a divertir como a maior parte dos meus amigos e conhecidos da mesma idade e menos preocupada com essa nova fase da minha vida que traz consigo mais responsabilidades e dores de cabeça. No fundo, tenho medo de estar a querer crescer depressa demais e de um dia olhar para trás e perceber que perdi oportunidades deliciosas de gozar a minha juventude.

Não cresci num berço de ouro e, desde muito pequenina, fui ensinada a poupar, a perceber que não se pode ter tudo ou que, pelo menos, para ter o que quero é necessário fazer esforços financeiros, pois nada me é dado de mão beijada. Graças a todos os preciosos ensinamentos que me foram passados desde tenra idade, fui desenvolvendo os meus próprios hábitos de poupança (falarei deles noutro dia), sou muito ponderada em relação às compras que faço (sejam elas de 5€ ou 500€) e sinto que, muitas vezes, caio num outro extremo. O que me leva, mais uma vez, a ter duas vozinhas distintas na minha cabeça que tanto me dizem “isso, tens de poupar o teu dinheiro para um dia teres uma casa, lidar com imprevistos que podem surgir, ter uma vida mais desafogada e viajar” como “relaxa, pelamor de Deus e aproveita a vida como toda a gente da tua idade faz. Tu trabalhas, ganhas o teu dinheiro e nem sequer tens grandes obrigações financeiras atualmente.”. E se estiver a privar-me de comprar determinadas coisas que até não me vão deixar a contar os trocos para chegar ao final do mês com dinheiro, que eu gosto, quero e, por vezes, até necessito em prol de um futuro incerto?

Serei a única a ter estas “crises” com estas coisas de adultos? Sintam-se à vontade para comentar e partilhar as vossas experiências e opiniões!

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